As CBDCs representam a evolução natural do dinheiro estatal, promovendo um ecossistema financeiro mais transparente e dinâmico.
Em um mundo cada vez mais digitalizado, mais de 100 países estudam ou testam suas próprias moedas digitais de bancos centrais. O Yuan Digital na China e o Euro Digital na União Europeia lideram os projetos mais avançados, cada um com objetivos específicos: segurança, rastreabilidade e pagamentos instantâneos e seguros.
Para além dos grandes blocos, nações como Nigéria, Caribe Oriental e Suécia também avançam em pilotos, buscando soluções tecnológicas que reduzam fraudes e promovam eficiência.
No Brasil, o projeto batizado de Drex (Real Digital) chegou a ser planejado para 2025. O Banco Central investiu em fases-piloto com instituições financeiras, testando robustez de infraestrutura e privacidade.
Os objetivos do Drex englobavam:
No entanto, em novembro de 2025, o Banco Central decidiu adiar a emissão de uma CBDC própria, optando por fortalecer a infraestrutura de contratos inteligentes e soluções em blockchain. A porta segue aberta para um retorno futuro, conforme as tendências globais e tecnológicas evoluam.
Paralelamente ao debate sobre o Drex, o país aprimorou sua legislação de criptoativos:
As resoluções nº 519, 520 e 521 entram em vigor em fevereiro de 2026, estabelecendo critérios de constituição, governança e capital mínimo. Em maio de 2026, torna-se obrigatória a prestação de informações sobre operações externas ao Banco Central.
As resoluções que nortearão o ecossistema estão organizadas a seguir:
Na prática, as mudanças se manifestam em diversas frentes:
Mesmo sem o lançamento imediato do Real Digital, o Brasil avança na construção de uma infraestrutura robusta para contratos inteligentes, blockchain e soluções fintech. A flexibilidade para lançamentos futuros mantém viva a possibilidade de adoção de uma CBDC oficial.
No cenário internacional, o ritmo de implementação das CBDCs continuará acelerado. O alinhamento com padrões da OCDE, a integração entre órgãos reguladores e o compartilhamento de conhecimentos técnicos serão fundamentais para moldar uma era de moedas estatais digitais.
As moedas digitais de bancos centrais prometem transformar o panorama financeiro global, oferecendo
mais eficiência, segurança e inclusão. No Brasil, o legado do Drex e as novas normas regulatórias lançam bases sólidas para um ecossistema digital avançado.
O desafio agora é equilibrar inovação e responsabilidade, garantindo que a próxima geração de moedas estatais fortaleça a economia, proteja os cidadãos e fomente a criatividade no setor financeiro.
Referências